Em seu texto, “Autoridade, autonomia e
relação de poder no processo da gestão”, Marisa Schnechnberg (2007), nos traz
duas concepções de gestão. A primeira, concepção técnico-cientifica, onde o
gerenciamento da escola se apresenta em uma perspectiva burocrática e
tecnicista centrada em uma única pessoa, a organização e planejamento não
envolvem professores, funcionários, pais e demais atores educacionais. A escola
é vista como uma empresa, fundamentada na hierarquia, as decisões vem de cima
para baixo e nas funções que cada um exerce individualmente, a escola é vista
como um espaço neutro e objetivo buscando eficiência e eficácia.
A segunda concepção nos traz uma visão
sociocrítica da gestão escolar, ressaltando sua organização como um sistema que
agrega sujeitos, suas ações são intencionais e as interações que implementam
entre si com o meio politico considerando-se os princípios da democracia nos
processos de tomadas de decisões. A escola não é entendida como neutra ou
objetiva e sim, como um espaço de construção social efetivada por todos os seus
atores, dando oportunidades a ações colaborativas entre seus pares.
Quando pensamos em um coordenador que planeja
ações que serão postas em prática interagindo com professores, discutindo com
eles estratégias do trabalho pedagógico dando a oportunidade de socialização e
ampliação de saberes (dele e dos professores) estamos pensando em uma escola
que aprende e que se constrói a partir das experiências de todos e onde todos
fazem parte dessa construção. Estamos pensando em uma escola sociocrítica que
busca sua construção com a participação de todos não se fundamentando em uma
única pessoa para tomar decisões e planejar suas ações.
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