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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Papel de Coordenador


Em seu texto, “Autoridade, autonomia e relação de poder no processo da gestão”, Marisa Schnechnberg (2007), nos traz duas concepções de gestão. A primeira, concepção técnico-cientifica, onde o gerenciamento da escola se apresenta em uma perspectiva burocrática e tecnicista centrada em uma única pessoa, a organização e planejamento não envolvem professores, funcionários, pais e demais atores educacionais. A escola é vista como uma empresa, fundamentada na hierarquia, as decisões vem de cima para baixo e nas funções que cada um exerce individualmente, a escola é vista como um espaço neutro e objetivo buscando eficiência e eficácia.
A segunda concepção nos traz uma visão sociocrítica da gestão escolar, ressaltando sua organização como um sistema que agrega sujeitos, suas ações são intencionais e as interações que implementam entre si com o meio politico considerando-se os princípios da democracia nos processos de tomadas de decisões. A escola não é entendida como neutra ou objetiva e sim, como um espaço de construção social efetivada por todos os seus atores, dando oportunidades a ações colaborativas entre seus pares.
Quando pensamos em um coordenador que planeja ações que serão postas em prática interagindo com professores, discutindo com eles estratégias do trabalho pedagógico dando a oportunidade de socialização e ampliação de saberes (dele e dos professores) estamos pensando em uma escola que aprende e que se constrói a partir das experiências de todos e onde todos fazem parte dessa construção. Estamos pensando em uma escola sociocrítica que busca sua construção com a participação de todos não se fundamentando em uma única pessoa para tomar decisões e planejar suas ações.



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