Oficinas do 2º Congresso de Educação Infantil oferecem novas práticas aos educadores de Arujá
A alfabetização infantil foi o tema para a palestra de abertura do segundo dia do Congresso Municipal de Educação infantil, que ocorreu nesta quinta-feira, 29 de setembro. Abordando o assunto com clareza e elementos vividos cotidianamente, Silvia Colello atraiu a atenção da plateia de mais de 400 profissionais.
Formada em Pedagogia pela FEUSP (Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo), Silvia fez mestrado e doutorado nessa mesma instituição, dedicando-se ao estudo dos processos de ensino e aprendizagem da língua escrita. Ela também coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento (GEAL-FEUSP).
A alfabetização infantil foi o tema para a palestra de abertura do segundo dia do Congresso Municipal de Educação infantil, que ocorreu nesta quinta-feira, 29 de setembro. Abordando o assunto com clareza e elementos vividos cotidianamente, Silvia Colello atraiu a atenção da plateia de mais de 400 profissionais.
Formada em Pedagogia pela FEUSP (Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo), Silvia fez mestrado e doutorado nessa mesma instituição, dedicando-se ao estudo dos processos de ensino e aprendizagem da língua escrita. Ela também coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento (GEAL-FEUSP).

Desmistificando o dilema em torno da escolha do método correto para a educação infantil, que sempre dividiu opiniões, Silvia afirma que a lógica aprender brincando e brincar aprendendo é a mais correta: “Pesquisas nos mostram que essa é a relação ideal para a educação infantil. O objetivo da minha vinda aqui é mostrar a importância da disseminação do conhecimento, aproximando a pesquisa acadêmica da experiência real em sala de aula”, explica.
Segundo Silvia, um evento como o Congresso de Educação Infantil traz ao profissional um momento de reflexão e partilho de ideias: “Hoje nós promovemos a circulação de conhecimento, fazendo o educador repensar suas práticas por meio do contato com outros profissionais. Trazer o conhecimento acadêmico aos professores de educação infantil é fundamental, pois assim concorremos para o sucesso futuro na vida escolar da criança”, relaciona.
Oficinas
Entre as seis oficinas oferecidas no CREIA (Centro de Referência de Educação Inclusiva de Arujá) na tarde de quinta-feira, foram tratados temas como jogos matemáticos, brincadeiras e vivências musicais e como desenvolver os diversos sentidos do ser humano. Um dos destaques, a oficina O corpo e a dança na cultura afro-brasileira, guiada pelo educador Pedro Santos do Carmo, o Ted, trouxe conceitos para os educadores infantis em relação ao preconceito e respeito ao próximo através de muita dança e inserção na cultura africana.
A oficina foi dividida em duas partes: uma teórica onde ocorreu um breve relato da trajetória do Projeto Babassá, trazendo um pouco de história e cultura africana e afro-brasileira, conteúdos relativos à lei 10.639/03 através de danças, músicas e brincadeiras. Depois, a práticas do corpo, que contou com alongamento e um repertório que inclui cirandas, cocos, brincadeiras populares brasileiras como Escravo de Jó, Pé de chuchu, O grilo, Tomatinho Vermelho e Um chama dois.
Para Pedro Santos, a igualdade deve ser promovida desde o ensino infantil, e é imprescindível para a boa formação do cidadão: “O tema, se inserido logo cedo na educação das crianças, forma adultos mais maduros para lidar com as diferenças entre as pessoas. Além disso, o trabalho com a música e as danças típicas da cultura africana estimula a motricidade e o desenvolvimento da coordenação motora”, explica.
Amanhã, mais três palestras e sete oficinas fazem parte da programação do último dia do 2º Congresso de Educação Infantil de Arujá.
Objetivos
Segundo o Secretário da Educação, Professor Juvenil dos Santos, esse tipo de atividade promove a integração entre os educadores e o dialogo, fundamental para o desenvolvimento do ensino na cidade: “Oferecemos esse congresso como uma oportunidade para que os educadores do ensino infantil possam conversar e falar de experiências que deram certo. Essa iniciativa é fundamental para galgarmos níveis em busca da excelência na qualidade de educação de Arujá, pois o ensino infantil é à base de todos os outros níveis de educação”, afirma.
Mesmo pensamento da educadora Juliana Bertoglia, que leciona na Escola Municipal de Ensino Fundamental Oscar Ferreira de Godoy, em Santa Isabel e participou dos dois primeiros dias do 2º Congresso de Educação Infantil de Arujá: “Nós, os educadores, não temos oportunidades de trocarmos práticas e pensamentos com assiduidade. A rotina escolar proporciona pouco isso. Essa iniciativa é importante pelo contato com as ideias acadêmicas de educadores mais preparados teoricamente. Acaba, inclusive, incitando a nossa curiosidade. Não penso no 2º Congresso de Educação Infantil apenas como um espaço de formação, mas principalmente como um espaço para a reflexão”, conclui.
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