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terça-feira, 2 de junho de 2009

Curso de Educação Artística- Filosofia da Arte

Juliana Bertoglia

Fichamento do texto: “Sobre a Arte e a arte” Gleberson Agricio Barbosa

“...por trás de nossa tagarelice cotidiana paira o silencio... as grandes coisas exigem silencio ou que delas falemos com grandeza...” pp 01

“função... de tornar o feio em belo” pp 02

“No primeiro caso a arte tratada como força... no segundo caso... como objeto... a arte se encontra num pólo absolutamente oposto ao da Historia...” pp 03

“... a função da Historia é decompor, desmontar, fazer... uma verdadeira autópsia naquilo que é materializado pelo artista...” pp 05

Considerações sobre o texto

O que seria este silencio que paira por trás de todas as coisas que fazemos ou pensamos?

Para alguns o silencio é algo tão assustador quanto o escuro. O silencio é esmagador, e temos medo do que possa acontecer logo após. Hoje sumiu o avião que tinha destino para a França. Nos noticiários dizia-se que a ultima comunicação da aeronave com a torre de comando foi que havia uma pane elétrica na mesma, outras noticias era a de um passageiro que dizia estar com medo. Depois disso houve silencio, todos estão à espera de noticias, a França e o Brasil fazem buscas por mar, mas ninguém sabe o que aconteceu. Como pode um avião com mais de duzentos passageiros simplesmente sumir?

O silencio aqui nos parece algo totalmente assustador, imagine as pessoas que têm familiares ou amigos neste avião. Imagine se estes passageiros estão a deriva esperando por socorro, o que é este silencio?

Para outras pessoas silencio pode ser a fonte inspiratória.

Há alguns dias, estava eu lendo uma revista semanária de São Paulo, onde se dizia do silencio criador, o estar sem fazer ou exercer nada, andar pela cidade, sem pensar em nada. Foi dado a este exercício o nome de ócio criativo, quando o artista se põe em silencio para criar.

Há diferenças então no modo de pensar sobre os significados do SILENCIO, há o silencio pedido em hospitais, a o silencio de concentração como há vários outro tipos de silencio, então que silencio o escritor nos sugere?

É um silencio das nossas ações, é se por em estado de reflexão para que nosso espírito possa falar por, e através de nós. No silencio onde todas as nossas angústias são visitadas e a partir delas questionamentos são formados e o nosso modo de pensar e agir são transformados em fazer. Um fazer que parte do estado de silencio.

Mas o que o silêncio tem a ver com a arte?

Acredito eu, que os artistas antes de compor suas obras, se fizeram instrumento do silencio criador, deixaram que este silencio agisse neles, observaram o mundo em silencio, puseram suas angustias a prova e de seus questionamentos repensaram o mundo e o recriaram através da materialização de seus pensamentos.

Pensar em arte como o ato de tornar o feio em algo suportável, talvez venha deste processo de ressignificar através do fazer artístico por meio do exercício silencioso de repensar o mundo.

O artista torna seus questionamentos em um objeto que é destrinchado pelos críticos e historiadores, ele é movido por uma força de pensar e de fazer que seja depois estudado e decomposto pela historia, pondo um abismo entre as duas, arte e historia.

Mas apesar dos distanciamentos existentes entre as duas faculdades do pensar humano onde, uma se propõe no fazer, no ressignificar, no repensar e a outra se reserva o visitar e revisitar discutindo técnicas e motivos do fazer. As duas andam juntas quando pensamos em visitar artistas passados de nossa historia, dando assim o estudo da Historia da Arte, onde a Historia vem estudar e questionar momentos desses artistas.

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