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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

agora que ja foi me dada a nota , la vai mais um texto da facu


Resumo
O presente trabalho trata sobre as questões relacionadas à arte e à juventude. Que relações são essas e de maneira elas acontecem. Alguns dos textos analisados fazem parte dos debates que aconteceram no ano de 2008 nas conferencias de juventude, também outros textos foram usados na pesquisa como Helena Wendel Abramo e outros autores que tratam da temática. Mas, apesar de termos vários estudos sobre juventude, ainda é pouco o material que fala sobre a produção artística- cultural dessa parcela da sociedade. O trabalho aqui não esgota o tema, visto que é preciso tempo e pesquisa que se aprofunde mais no mesmo, então por enquanto, faremos uma breve analise de alguns documentos e algumas considerações e quem sabe num futuro não muito distante, possamos realizar de fato uma pesquisa que aponte caminhos sobre a produção artístico- cultural desses jovens e como de fato torná-los visíveis.
Palavras Chaves: produção artístico- cultural, juventude


Como tornar visível a produção de jovens artistas?

Antes de pensarmos na produção desses artistas, temos que pensar nos contextos em que a juventude é formada. Falar de juventude no singular seria um erro já que existem diversas formas de ser jovem, cor, raça, religião, a classe social em que estes estão inseridos, entre outras. Talvez a única característica que podemos dizer que é comum a todos é a questão da idade. Hoje, no Brasil, são consideradas jovens as pessoas que tem entre quinze e vinte e nove anos e são para essas pessoas que são voltados diversos projetos dos governos no que diz respeito à juventude.

A juventude é marcada por transformações tanto corporais, quanto de comportamento e de colocação na sociedade. É hora de trabalhar, de estudar e muitas vezes de se constituir uma família. E é na questão do comportamento que fervem as discussões sobre juventude em diversos seguimentos, sejam eles políticos, educacionais ou sociais.

Os jovens sempre foram vistos como problemas da sociedade, por suas características de questionar e querer mudar a realidade em que se encontra. Sempre que ouvimos falar de juventude, ouvimos sobre os desvios de comportamento, das transgressões às ordens sociais, da gravidez na adolescência, do consumo de entorpecentes, etc. Sendo que o grande problema é na verdade a falta de oportunidades que esses muitas vezes encontram, seja a falta de acessos aos serviços públicos (saúde, educação, lazer, cultura) de qualidade ou mesmo a falta de oportunidades de colocação no mercado de trabalho.

O ingresso dos jovens no mercado de trabalho se da de maneira complicada, pois esses se encontram totalmente desqualificados para o mesmo. E se de um lado faltam vagas para captar essa parcela da sociedade de outro faltam incentivos para que estes se profissionalizem.
As políticas publicas voltadas para a juventude sempre são de caráter assistencialista que tratam desses jovens como parte fragilizada ou de riscos para a sociedade. Essas políticas tendem somente ao afastamento desses de áreas marginalizadas visando diminuir o numero de jovens que consomem algum tipo de droga ou que estão em vias de entrar na vida do submundo. O que de fato não resolve o problema da maioria dos casos, pois esses projetos não se aprofundam nas dificuldades vividas por eles e não vão à raiz, onde tudo acontece.

A mídia vem por outro caminho. Formatando esses jovens para o consumismo sem se preocupar com as realidades vividas por esses. Tratando tudo numa superficialidade confortável, sem aprofundar debates que são essenciais na vida desses jovens. Criando uma juventude totalmente apática ao mundo, sem perspectivas de mudanças e acomodados em suas situações cotidianas.
Mas, a cada dia, cresce o numero de jovens que não se conformam com essa realidade. Devido as suas características questionadoras do mundo e a vontade de mudar o mesmo, remam contra essa maré, e discutem as políticas que são voltadas a eles. Buscam meios de mudar realidades em que se encontram, que se organizam em grupos e levam as discussões mais a fundo. Encontrando em suas próprias linguagens, meios de aprofundar esses debates.


É possível encontrar esses jovens nas escolas reunidos em grêmios, grupos de dança, teatro, de estudos e outros. E estes fazem parte de outros grupos de juventude partidária, de debates, de ONGs. Que desde a formação mais simples, falam de problemas vividos e tentam resolve-los. Levando esses debates aos conselhos de juventude que entrarão em contato com os órgãos governacionais para por em pratica os projetos que melhor atendam as necessidades da juventude.

Um exemplo disso foi a I Conferencia Nacional de Juventude, realizada na cidade de Brasília-DF em abril de 2008. Tendo por base, as questões tratadas nas conferencias livres, realizadas por diversos grupos de juventudes nos municípios, questões essas que foram analisadas e debatidas pelas conferencias regionais. As conferencias estaduais discutiram as propostas levantadas e encaminharam as que melhor se encaixavam as necessidades de cada Estado para a Conferencia Nacional, que por fim, mapeou as resoluções e selecionou através de debates e votações as propostas a serem levadas aos governos para que estes pusessem em pratica os projetos propostos pelas juventudes de acordo com as necessidades de cada seguimento (cultura, meio ambiente, igualdade de gênero, juventude do campo etc.).

Aqui faremos uma breve analise de alguns desses documentos, que nos nortearão em algumas idéias.

“... dentro de cada um de nós pode existir um Van Gogh, uma Tarsila do Amaral...Talento pra alguma coisa todo mundo tem. O problema é oportunidade para que essa habilidade se desenvolva e seja reconhecida na família, na escola e na comunidade.
O artigo 23 da Constituição Federal de 1988, diz que é dever do poder publico garantir o acesso à cultura. E não é só isso: a emenda numero 48, de 2005, no artigo 215, garante à defesa, a valorização do patrimônio cultural brasileiro, a promoção e a difusão de bens culturais, a democratização do acesso aos bens de cultura e a valorização da diversidade étnica e regional...”1
O acesso a cultura é um direito garantido na Constituição Federal e em outros diversos documentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (art. 22) assegurando que todos nós tenhamos à participação livre na vida cultural da comunidade em que vivemos. Porem, como já vimos, falta reconhecimento e oportunidades para que possamos desenvolver e aperfeiçoar nossa produção artistico-cultural, que devem fazer parte da formação de cada indivíduo, sendo dever do Estado garantir que essa formação aconteça.

Muitas vezes, a falta de investimento nas produções artistico-cultural põem em xeque a identidade das comunidades, fazendo com que se perca nosso patrimônio histórico, artístico e cultural principalmente nas regiões mais carentes e no que diz respeito à manutenção de tradições regionais. Por exemplo, temos o Moçambique na região Sudeste que vem se perdendo devido à falta de transmissão cultural. Moçambique é uma manifestação folclórica cultural celebrada durante a Folia de Reis que por falta da participação dos jovens vai rareando nas comunidades.

Segundo o Instituto Cidadania2, em pesquisa realizada em 2003, 87% dos jovens de 15 a 24 anos de idade que moram nas cidades e 95% dos que moram no campo nunca participaram de projetos culturais promovidos pelo governo ou por ONGs. 59% dos jovens afirmaram nunca ter participado de atividades culturais realizadas em escolas nos fins de semana. E 58% nunca freqüentaram shows ou outras atividades culturais em espaços públicos.

Os gastos públicos em cultura em 2003 representaram 0,2% do total das despesas dos governos Federal, Estaduais e Municipais. Investimento foi maior nos Municípios: 1% do total dos gastos. Nos Estados, o percentual foi de 0,4% e no governo Federal o investimento em Cultura ficou em 0,03% do total do orçamento (IBGE, 2003).

Esses dados mostram que o investimento em Cultura ainda é muito pequeno diante da imensidão de jovens que não tem acesso a meios difusores culturais. Também ínfimo se avaliarmos a diversidade cultural em nosso país.

A importância da Cultura na formação da Juventude.

“A arte ensina justamente a desprender os princípios do obvio que é atribuído aos objetos, as coisas. Ela parece esmiuçar o funcionamento das coisas da vida, desafiando-as, criando para elas novas possibilidades. Ela pede um olhar curioso, livre de pré-conceitos, mas cheio de atenção. Os jovens já tem essa disponibilidade mas é preciso estimular seu convívio com a arte para facilitar e aprimorar essa percepção.” 3

“A Arte como expressão pessoal e com cultura é um importante instrumento para a identificação cultural e o desenvolvimento individual. Por meio da arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação, aprender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade critica, permitindo ao individuo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada.” 4

Com os avanços do capitalismo, do mercado de consumo em alta, da facilidade de informações, onde basta acessar a rede internacional de computadores para se ter todo os tipos de informações possíveis, e que muitas vezes são mascaradas e usadas para fins prejudiciais aos consumidores desses serviços, tem tornado a juventude uma fonte inacabável de especulações e possibilidades de se criar cidadãos totalmente induzíveis ao erro e que não se contrapõem a essas praticas. A Internet hoje é muitas vezes usada de formas a propagar a violência e o terror na sociedade, justamente pela facilidade de ser criar perfis falsos, onde o usuário não se responsabiliza pelos seus próprios atos.

A juventude tem se tornado extremamente egoísta e com uma visão pequena do mundo em que vive. Não se importando com o retorno de suas ações, imediatistas, tudo tem que acontecer no mesmo momento em que se pede, em que se deseja. Moldados pelas razoes capitalistas, onde somente dinheiro pode resolver as coisas, pelo avanço da tecnologia e sua rapidez em reproduzir o que se pede. Totalmente alienada ao mundo, formatados pelos modelos teens televisivos.

Fazer com que essa juventude se desprenda dos valores e se liberte de seus pré- conceitos, só é possível através da arte quando esta serve de ferramenta da mudança social por suas imensas possibilidades através de suas diversas linguagens. Mas a falta de incentivo e de interesse no assunto por parte dos governos tem tornado cada vez mais difíceis as ações de arte- educadores em buscar meios de transformar a situação em que esses jovens se encontram.

As formatações do ensino da arte nas escolas contribuem para a continuidade dos processos em que os jovens se encontram, pois não é criado um espaço para que estes se expressem da forma que escolherem e, os professores por terem de dar conta dos conteúdos não se preparam para outras formas de ensinar, e as aulas passam a ser cansativas tanto para os alunos quanto para os próprios professores, e assim cada vez mais perdemos um espaço que poderia ser usado para se produzir e contextualizar ações artísticas e formar cidadãos cada vez mais conscientes de seu papel na sociedade em que vivemos.

“Arte nos torna responsáveis”, entrevista de Leandro Firmino da Hora, ator e vice presidente da ONG Nós do cinema à jornalista Cristiane BAllerini (Onda jovem 03).5

Qual é a relação da juventude com as manifestações culturais hoje? Ela aparece mais como produtora ou consumidora?

O que é necessário para que os artistas e grupos culturais juvenis tenham mais espaço?
Estas são duas perguntas propostas no Caderno do participante Gt. Cultura, e que estão de acordo com o que estamos analisando aqui.

Neste ano ouvimos muito sobre jovens artistas em exposições promovidas por grandes empresas privadas, mas esses ditos “jovens” são pessoas que estão a entrando no cenário artístico agora, mas não são jovens de fato, quando falamos jovens estamos pensando na faixa etária considerada para ela (entre os quinze e vinte nove anos). Então onde esta a produção dos jovens artistas brasileiros? Com certeza em alguns poucos espaços, onde a mídia não alcança, onde pais e outros não aprovam, pois infelizmente a idéia de ser artista não é bem aceita pela maioria das pessoas.
Então, como tornar visível as produções desses jovens artistas?

Podemos dizer que primeiro ha a necessidade de reconhecimento da família na produção de seus filhos, e não só o reconhecimento, mas também, o incentivo para que estes não desistam. A escola pode ser uma grande aliada neste processo. Discutindo e analisando obras e propondo que os alunos produzam suas próprias expressões artísticas. Mas somente isso não dá conta de tornar visível às ações artísticas dos alunos/ jovens. É necessário que essas ações sejam levadas a diante, que haja a difusão da arte entre os municípios, através de mostras culturais, de intercambio cultural, salões de artes, programas de TV e outros que visem mostrar a população desses locais que seus jovens produzem meios de cultura e que se expressam através das artes. Para que estes mesmos jovens não sejam mais vistos como problemas sociais, mas aqueles que trazem um próprio modo de se expressar, que são criativos e críticos, que discutem a situação em que se encontram e não sejam apenas copias do que a TV mostra, que possam mudar realidades através da capacidade de produzir e questionar soluções para o mundo em que esta inserido.

Referencias Bibliográficas
ABRAMO, Helena Wendel. “Considerações sobre a tematização da Juventude no Brasil”. Departamento de Sociologia, Universidade de São Paulo (USP). Revista Brasileira de Educação, 1997.
BARBOSA, Ana Mae. Inquietações do ensino da Arte. São Paulo: Cortez Editora, 2002
CUÉLLAR, Javier Perez de. Nossa Diversidade Criadora- Relatório Mundial de Cultura e desenvolvimento. Campinas: Papirus editora 1997.
DAYRELL, Juarez. “Juventude, grupos culturais e sociabilidade.” JOVENes Revista sobre estudos da Juventude, ano 9 numero 22, México junho de 2005.
FARIAS, Aguinaldo. Arte Brasileira Hoje. São Paulo: Publifolla, 2002
PESCUMA, Derna. Projeto de Pesquisa- O que é e como fazer? São Paulo: Olho d’água, 2005.
Caderno do Participante- GT Cultura – I conferencia Nacional de Juventude. Brasília DF abril de 2008.
Figuras: acervo pessoal.
1(Caderno do participante GT (grupo de trabalho) Cultura, pagina 03 e 06)
2(OP. CIT pagina 07)
3“A Pulsação do nosso Tempo”, artigo de Kátia Caton, curadora de arte do Museu de Arte Contemporânea da USP (Onda Jovem, 03) OP. CIT. Pagina 12)
4 BARBOSA, Ana Mae. Inquietações do ensino da Arte (pagina 18)
5 Caderno do Participante GT Cultura, página 13

segunda-feira, 20 de julho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

coisas que gosto

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Viva La Vida (Tradução)
Coldplay
Composição: Chris Martin

Viva a Vida

Eu dominava o mundo
Os oceanos se abriam quando eu ordenava
Agora pela manhã durmo sozinho
Varro as ruas que já foram minhas

Eu jogava os dados
Sentia o medo nos olhos dos meus inimigos
Ouvia enquanto o povo exclamava:
"Agora o velho rei está morto! Vida longa ao rei!"
Em um minuto eu segurava a chave
No outro as paredes se fechavam em mim
E eu então descobri, que meus castelos se apóiam
Sobre pilares de sal e pilares de areia

Eu escuto os sinos de Jerusalém tocando
Os corais da cavalaria romana estão cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meus missionários em um campo desconhecido
Por algum motivo eu não sei explicar
Desde que você se foi, nunca mais houve
Nunca houve uma palavra honesta
E foi quando eu dominava o mundo

Foi um vento estranho e forte (que)
Derrubou as portas para me deixar entrar
Janelas estilhaçadas e o som de tambores
As pessoas não acreditavam
no que eu havia me tornado
Os revolucionários esperam
Pela minha cabeça numa bandeja de prata
Apenas um fantoche numa corda solitária
Oh, quem desejaria tornar-se um rei?

Eu escuto os sinos de Jerusalém tocando
Os corais da cavalaria romana estão cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meus missionários em um campo desconhecido
Por algum motivo eu não sei explicar
Eu sei que São Pedro não chamará meu nome
Nunca houve uma palavra honesta
E isso foi quando eu dominava o mundo

Escute os sinos de Jerusalém tocando
Os corais da cavalaria romana estão cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meus missionários em um campo desconhecido
Por algum motivo que não sei explicar
Eu sei que São Pedro não chamará meu nome
Nunca houve uma palavra honesta
Foi quando eu dominava o mundo

segunda-feira, 15 de junho de 2009

acho que agora esta pronto...

Arte para que?

Quando os homens ainda habitavam as cavernas, seu fazer artístico era voltado a um possível registro de sua historia e costumes. Acredita-se que o homem pré-histórico pintava as paredes das cavernas como forma de sobrevivência da espécie, pintava como modo ritualístico de garantir alimento para sua comunidade.

Os egípcios acreditavam que tudo que eles tinham em vida, devia ser anotado, para que pudessem desfrutar desses bens em morte, que seria uma vida ainda mais importante do que a vida terrena. Por isso, criavam “catálogos” do que tinham e do que fizeram aqui no plano terrestre para se lembrarem nesta segunda vida.

Os gregos acreditavam no belo ideal, e que este belo se resumia no homem utilizando a proporção humana para todas as coisas.

Quando o império romano surgiu, eles assimilaram tudo o que os gregos haviam feito com a arte e recriaram copias. No império bizantino, com a ascendência do cristianismo, a arte volta para ilustrar cenas bíblicas como modos de fazer com que todos soubessem da historia do Cristo e da vida de santos e de uma possível vida após a morte.

Até este momento não há um registro do artista. O artista nada mais é do que um ilustrador da historia. A partir do crescimento das cidades e do surgimento da burguesia, há uma ruptura do artista e do artesão. Os artistas passam a ser financiado em suas produções, passando a assinar suas obras, daí temos o surgimento de vários estudos e períodos artísticos com seus determinados artistas. Mas ainda o artista exerce a função de perpetuar os fatos, reproduz imagens da vida cotidiana das cidades, produz retratos das pessoas ilustres que comandam a mesmas, retratando modos e costumes. Mas há também, artistas voltados apenas a seus estudos de luz e sombras, não se importando com os acontecimentos da vida em volta de si. Estes artistas muitas vezes pertencem à aristocracia, produzem suas obras como representação do belo ou de seus próprios interesses não tendo nenhum comprometimento com a sociedade em que está inserido.

Outros artistas questionam o mundo industrializado, as guerras que dizimam nações, angustia que sufocam a sociedade e a si próprios.

Com o surgimento da fotografia é dada a liberdade aos artistas, a eles não cabe mais o retrato destas sociedades. E o artista volta para si, fala de si próprio. Muitas vezes, sem preocupar-se com os possíveis destinos de sua obra.

Hoje temos vários artistas contemporâneos que ainda discutem temas como os avanços da tecnologia e os problemas que isso causa à sociedade, como problemas do meio ambiente, as tentativas de sobrepujar povos menos favorecidos e a ganância de poucos em tentar dominar e ter somente para si as riquezas de determinado local. Como também questões mais subjetivas, numa busca constante de tentar satisfazer seus próprios anseios. Como problemas que estes artistas possam ter tido em suas infâncias, e tentando, ate hoje, suprimir estes traumas, trabalhando como defensores de causas dos direitos da humanidade. Outros artistas estão voltados mais ao mercado das artes, fazem do meio artístico um trampolim para objetivo capitalista e de interesses próprios, sem nenhum compromisso com a função questionadora das artes.

Será que a arte só pode existir quando útil para a sociedade, comprometida com as causas sociais, mas o que seria esta arte comprometida socialmente?

Podemos dizer que arte comprometida seria uma produção voltada às questões sociais, onde o artista expõe seu ponto de vista aos acontecimentos que o rodeiam. O artista se põe em um papel de formador da opinião publica, ele questiona a todo o momento, através de suas obras, como é a vida desta sociedade em que vivemos, se este modo é o melhor ou se há outros caminhos.

Platão questionava a funcionalidade da arte, para ele a arte era menor que a filosofia, pois criava imitações da realidade e por isso não tinha um valor para a sociedade grega, enquanto, a filosofia habitava o mundo das idéias, onde tudo era originalmente criado.

A função utilitária da arte já é questionada desde então, para os gregos toda a arte tinha que ter uma finalidade pratica. Um artesão era contratado para produzir objetos que tivessem um motivo de sua existência.

Mas o que podemos dizer do designer, dos artistas gráficos e outros, eles não produzem objetos com um fim social, eles produzem objetos que são utilizados no cotidiano, são pensados e projetados para facilitarem a vida das pessoas. Existe por trás destes objetos todo um estudo, projetos que vão desde o esboço ou desenho a estudos matemáticos, físicos e dinâmicos para sua utilização. Estes seriam os artesões da contemporaneidade, que produzem obras que tenha finalidades a vida humana, e porque estes trabalhos não são considerados objetos de arte?

Por que o artista deixa de ter uma função de representar o mundo e passa a falar das questões mais subjetivas, e por que a arte deixa de ser necessária?

Se pensarmos no momento em que o artista perde sua função de ilustrador da historia e passa a servir um mercado de consumidores formado de grupos extremamente fechados, entendemos a visão da arte atual, a visão seletista da arte que atende apenas a elite de uma sociedade. Pessoas mais abastadas que tem como investir em meios de cultura voltando à arte e as outras manifestações apenas a estes grupos.

O que alguns grupos começam a sugerir e a questionar, é que a arte passe a ser acessível a todos as camadas da sociedade. Mas a educação destas faz, com que se interessem mais por algumas manifestações de, muitas vezes, níveis inferiores a que são produzidas para as camadas mais altas da mesma sociedade. O que torna mais difícil a construção de caminhos para que cheguemos a uma democratização da arte.

Pensando em arte de nível inferior, me veio a idéia do que seria ela. Bom, na verdade um amigo que leu este texto me perguntou o que seria uma arte inferior, será que aquela feita com menos recursos, será que arte inferior é aquela feita por pessoas menos capacitadas ou pra aquelas advindas de zonas mais carentes da sociedade mas, tudo não é arte?. Essas perguntas que este meu amigo me fez me fizeram pensar por algum tempo...

Por algum motivo, me veio a cabeça o “Circo Du Solei” e uma comparação entre os circos que geralmente vamos, um se paga de duzentos reais pra cima, outro três, no máximo uns vinte reais...
Fiquei pensando sobre isso, as pessoas que tem mais dinheiro vão ao Circo du Solei, as que têm menos vão, quando tem oportunidades aos mais acessíveis. Porque?
Daí me veio um monte de por quês...
Porque grandes empresas investem mais em espetáculos grandes como estes? Por que as pessoas de menor renda se contentam com espetáculos menores?
Menor aqui, não diz respeito à quantidade disso ou daquilo, e sim de qualidade.
Vivemos em um mundo capitalista e infelizmente isso influencia nas construções da cultura em geral.
Responder se tudo é ou não é arte, é uma tarefa difícil. Se tudo é, tudo também deixa de ser. E ai vamos ficar rodando nesta discussão por um bom tempo. Vamos precisar de um tempo muito grande e de vários momentos de conversa e reflexões...
“...por trás de nossa tagarelice cotidiana paira o silencio... as grandes coisas exigem silencio ou que delas falemos com grandeza...”
“Sobre a Arte e a arte” Gleberson Agricio Barbosa
O que seria este silencio que paira por trás de todas as coisas que fazemos ou pensamos?

Para alguns o silencio é algo tão assustador quanto o escuro. O silencio é esmagador, e temos medo do que possa acontecer logo após. Hoje sumiu o avião que tinha destino para a França. Nos noticiários dizia-se que a ultima comunicação da aeronave com a torre de comando foi que havia uma pane elétrica na mesma, outras noticias era a de um passageiro que dizia estar com medo. Depois disso houve silencio, todos estão à espera de noticias, a França e o Brasil fazem buscas por mar, mas ninguém sabe o que aconteceu. Como pode um avião com mais de duzentos passageiros simplesmente sumir?

O silencio aqui nos parece algo totalmente assustador, imagine as pessoas que têm familiares ou amigos neste avião. Imagine se estes passageiros estão a deriva esperando por socorro, o que é este silencio?

Para outras pessoas silencio pode ser a fonte inspiratória.

Há alguns dias, estava eu lendo uma revista semanária de São Paulo, onde se dizia do silencio criador, o estar sem fazer ou exercer nada, andar pela cidade, sem pensar em nada. Foi dado a este exercício o nome de ócio criativo, quando o artista se põe em silencio para criar.

Há diferenças então no modo de pensar sobre os significados do SILENCIO, há o silencio pedido em hospitais, a o silencio de concentração como há vários outros tipos de silencio, então que silencio o escritor nos sugere?

É um silencio das nossas ações, é se por em estado de reflexão para que nosso espírito possa falar por, e através de nós. No silencio onde todas as nossas angústias são visitadas e a partir delas questionamentos são formados e o nosso modo de pensar e agir são transformados em fazer. Um fazer que parte do estado de silencio.

Mas o que o silêncio tem a ver com a arte?

Acredito eu, que os artistas antes de compor suas obras, se fizeram instrumento do silencio criador, deixaram que este silencio agisse neles, observaram o mundo em silencio, puseram suas angustias a prova e de seus questionamentos repensaram o mundo e o recriaram através da materialização de seus pensamentos.

Pensar em arte como o ato de tornar o feio em algo suportável, talvez venha deste processo de ressignificar através do fazer artístico por meio do exercício silencioso de repensar o mundo.

O artista torna seus questionamentos em um objeto que é destrinchado pelos críticos e historiadores, ele é movido por uma força de pensar e de fazer que seja depois estudado e decomposto pela historia, pondo um abismo entre as duas, arte e historia.

Mas apesar dos distanciamentos existentes entre as duas faculdades do pensar humano onde, uma se propõe no fazer, no ressignificar, no repensar e a outra se reserva o visitar e revisitar discutindo técnicas e motivos do fazer. As duas andam juntas quando pensamos em visitar artistas passados de nossa historia, dando assim o estudo da Historia da Arte, onde a Historia vem estudar e questionar momentos desses artistas. E assim podemos trazer para os dias atuais idéias que moveram o mundo bem antes de sonharmos estarmos aqui.

Experiências com arte
Eu e alguns amigos montamos um grupo de professores de arte, pra discutirmos coisas referentes ao tema "arte-Educação”.

Eu e minha amiga ficamos um bom tempo imaginando como poderíamos iniciar essas discussões, pegamos livros, buscamos no google e um monte de outras coisas, eu tenho um livro sobre Van Gogh e neste livro esta escrito um a frase de uma das cartas que o Van Gogh enviou para seu irmão THEO.

“As emoções são às vezes tão forte que trabalho sem saber que estou trabalhando" a frase é mais ou menos isso, ai, começamos a pensar em desenvolver uma dinâmica em cima desta frase de Van Gogh.

Pensamos mais um pouco em como poderia ser esta dinâmica...

No fim resolvemos que íamos confeccionar viseiras, aquela usada por cavalos que limitam a visão e ele só enxerga o que esta a sua frente (eu não sei o nome disso). O processo é simples duas folhas de sulfite bastam (meu amigo conseguiu montar com apenas uma).

Escolhemos também uma musica de Tchaicovisk. Era isso.

No dia um dos membros do grupo leu um texto que ele havia escrito sobre "a caixa de sapatos”

Logo depois a Ceci sugeriu a brincadeira. Todos se prontificaram a fazer, participaram nesse dia também dois outros professores, um de biologia e a outra de português. E tínhamos um não Professor (ele é da área empresarial). Todos confeccionaram as viseiras, quando todos tínhamos acabado, a Ceci pos a musica para tocar e ai nós tínhamos que nos movimentar pelo espaço da sala, com cuidado para não batermos uns nos outros. Apos alguns minutos nos começamos a andar em círculos, um atrás do outro, e eu que tentei fazer outro caminho acabei ficando fora do que eles estavam fazendo. A Ceci interrompeu a musica e então falou pra que nos disséssemos o que havia acontecido. Todos disseram muitas coisas

Mas o mais importante foi à situação que cada um se achou: enquanto a musica propunha que pulássemos, dançássemos e fizéssemos outros movimentos, o medo de bater ou derrubar o outro era maior e foi o que fez todos andarem em círculos com receio de inovar.

Ficamos limitados aquele espaço e que m tentou fugir do que estava acontecendo e propor outros caminhos ficou de fora.

A pergunta é E ai?

Como fazer pra que o ensino se renove? Será que temos medo desta renovação? Será que estamos preparados para que ela aconteça? Porque que quando alguém tenta ser diferente ele fica de fora?

Qual a função do professor na sociedade atual?

O professor é mediador de um processo para que o aluno se liberte da viseira ou ele só indica o caminho a seguir?



Estamos novamente nos questionamento que o artista faz diante da sociedade em suas obras, este é ou existem outros caminhos?



Pensando em caminhos a artista Ligia Clarck com sua Fita de Moebius, sugere que pensemos nestes caminhos.



Sugerimos que algumas pessoas reproduzissem a obra e falasse sobre ela. Algumas apresentaram mais facilidades em refazê-la outras nem tanto assim. O exercício consistia em refazer a fita, percorrer o caminho com uma caneta hidrocor, e depois recortar a fita como quisesse.



Algumas pessoas, não conhecia esta obra, nem a artista e acharam interessante a proposta, outras não entenderam o objetivo.

Para muitas pessoas a arte ainda é vista como representação do belo, e não entendem os questionamentos propostos pela própria obra. Hoje a arte contemporânea é tida muitas vezes como uma obra de difícil entendimento por que a sociedade ainda pensa em arte como algo bonito que conta uma historia. Mas a arte contemporânea esta alem desses conceitos que já estão arraigados a sociedade. A todo o momento ela nos sugere um novo olhar sobre as praticas cotidiana. Um olhar que é construído a partir de todo o nosso repertorio, de tudo aquilo que tivemos acessos através da nossa capacidade de enxergar, de experimentar de viver e que nos constitui como pessoas, e que a todo o momento nos questiona sobre o nosso modo de compor este mesmo repertorio.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Curso de Educação Artística- Filosofia da Arte

Juliana Bertoglia

Fichamento do texto: “Sobre a Arte e a arte” Gleberson Agricio Barbosa

“...por trás de nossa tagarelice cotidiana paira o silencio... as grandes coisas exigem silencio ou que delas falemos com grandeza...” pp 01

“função... de tornar o feio em belo” pp 02

“No primeiro caso a arte tratada como força... no segundo caso... como objeto... a arte se encontra num pólo absolutamente oposto ao da Historia...” pp 03

“... a função da Historia é decompor, desmontar, fazer... uma verdadeira autópsia naquilo que é materializado pelo artista...” pp 05

Considerações sobre o texto

O que seria este silencio que paira por trás de todas as coisas que fazemos ou pensamos?

Para alguns o silencio é algo tão assustador quanto o escuro. O silencio é esmagador, e temos medo do que possa acontecer logo após. Hoje sumiu o avião que tinha destino para a França. Nos noticiários dizia-se que a ultima comunicação da aeronave com a torre de comando foi que havia uma pane elétrica na mesma, outras noticias era a de um passageiro que dizia estar com medo. Depois disso houve silencio, todos estão à espera de noticias, a França e o Brasil fazem buscas por mar, mas ninguém sabe o que aconteceu. Como pode um avião com mais de duzentos passageiros simplesmente sumir?

O silencio aqui nos parece algo totalmente assustador, imagine as pessoas que têm familiares ou amigos neste avião. Imagine se estes passageiros estão a deriva esperando por socorro, o que é este silencio?

Para outras pessoas silencio pode ser a fonte inspiratória.

Há alguns dias, estava eu lendo uma revista semanária de São Paulo, onde se dizia do silencio criador, o estar sem fazer ou exercer nada, andar pela cidade, sem pensar em nada. Foi dado a este exercício o nome de ócio criativo, quando o artista se põe em silencio para criar.

Há diferenças então no modo de pensar sobre os significados do SILENCIO, há o silencio pedido em hospitais, a o silencio de concentração como há vários outro tipos de silencio, então que silencio o escritor nos sugere?

É um silencio das nossas ações, é se por em estado de reflexão para que nosso espírito possa falar por, e através de nós. No silencio onde todas as nossas angústias são visitadas e a partir delas questionamentos são formados e o nosso modo de pensar e agir são transformados em fazer. Um fazer que parte do estado de silencio.

Mas o que o silêncio tem a ver com a arte?

Acredito eu, que os artistas antes de compor suas obras, se fizeram instrumento do silencio criador, deixaram que este silencio agisse neles, observaram o mundo em silencio, puseram suas angustias a prova e de seus questionamentos repensaram o mundo e o recriaram através da materialização de seus pensamentos.

Pensar em arte como o ato de tornar o feio em algo suportável, talvez venha deste processo de ressignificar através do fazer artístico por meio do exercício silencioso de repensar o mundo.

O artista torna seus questionamentos em um objeto que é destrinchado pelos críticos e historiadores, ele é movido por uma força de pensar e de fazer que seja depois estudado e decomposto pela historia, pondo um abismo entre as duas, arte e historia.

Mas apesar dos distanciamentos existentes entre as duas faculdades do pensar humano onde, uma se propõe no fazer, no ressignificar, no repensar e a outra se reserva o visitar e revisitar discutindo técnicas e motivos do fazer. As duas andam juntas quando pensamos em visitar artistas passados de nossa historia, dando assim o estudo da Historia da Arte, onde a Historia vem estudar e questionar momentos desses artistas.

domingo, 31 de maio de 2009

poesias...

Traduzir-se
Ferreira Gullar


Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

poesias...

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões

quarta-feira, 1 de abril de 2009

1º dia



hoje, é o dia em que criei este espaço, vamos ver no que vai dar...